COSSA, Lourenço
Há
dois anos falávamos, opinávamos e comentávamos acerca das injustiças cometidas
pelo sistema excludente governamental do Partido Frelimo. Falávamos que todo
tipo de exclusão desencadearia algum dia em violência e, no entanto surgiam
"pensadores" ripostavam que isso nunca iria acontecer, pois a Renamo
não teria quem o apoiasse. Com essa resposta era como assinatura ou rubrica da
indiferença para com o sofrimento advindo da exclusão social, política e
econômica dos outros, em particular dos moçambicanos da oposição. Era como se
disséssemos que por ser da Renamo ou Outro partido da oposição não merece as
oportunidades que o país oferece e que para que essa oportunidades os
abrangesse deveriam abdicar de pensar diferente das dogmas do partido
governamental, a FRELIMO.
As
consequências estão aqui a olhos vistos.
Qual
membro ou antigo combatente deste partido da oposição permitiria travar um
autocarro na autoestrada se este tivesse uma frota de autocarros de passageiros
ou de transporte de carga ou outro negócio?
Um
excluído não tem nada a perder.
Devemos
deixar de ser indiferente para com a exclusão de um moçambicanos, pois antes de
ser da Renamo, MDM, PDD ou outro partido político é um moçambicano.
A
guerra civil já é uma realidade. Um excluído tem uma força que parece
sobrenatural, dado que a vontade dele é sobreviver. Há necessidade de
acolhermos o diferente. A diferença é fruto de uma determinada construção,
ideologia e ela não deve prevalecer sobre os valores humanos.
Viva
a inclusão, harmonia, entendimento, compreensão, Paz, concórdia, coesão social.
16/01/2014
