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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

SISTEMA POLÍTICO MOÇAMBICANO PRODUZINDO MAIS POBRES E MUITO MENOS RICOS


Xikhosa

Que história é essa em um contexto onde a cada dia que passa se assiste na cidade capital Maputo um crescimento vertical de infra-estruturas públicas e privadas de topo em termos da beleza arquitetônica bem como a proliferação de veículos super modernos, ou seja, meios circulantes sofisticados?
Essa pode ser a indignação de um sujeito que se sente incluído nesse sistema de acumulação desenfreada do capital cujo na maioria das vezes se faz de forma fraudulenta, ilícita e violenta entre os gestores públicos e privados na esfera sócio-econômico-político.
Lembra-se que este sistema se constitui no permeio da corrupção, clientelismo e exclusão político, econômico caracterizado pela adjudicação fraudulenta e superfaturada em concursos públicos, prestação de serviços ao/do Estado, favorecimento sócio-econômico por meio da filiação partidária no poder desde a independência e a expropriação das populações de suas terras para acomodar interesses das elites políticas governativas e de grande capital. A maioria das infra-estruturas luxuosas que estão sendo erguidas nas cidades capitais não beneficiam as classes trabalhadoras pertencentes a maioria dos moçambicanos a não ser estrangeiros e a classe política e econômica abastada.
Em uma rua de bairro periférico na cidade capital - Maputo
Outro ponto que merece a nossa abordagem é o aumento cada vez mais dos impostos em artigos que amenizam o impacto da pobreza presente na vida da maioria dos moçambicanos. Em contrapartida, o sistema governativo promove a descida dos impostos, tarifas de importação em sectores abastadas, ou seja, com poder aquisitivo acentuado, geralmente constituído pelo capital estrangeiro, dos mega projectos, instituições onde a classe política no poder possui ações na maioria dos casos.
A tendência de todo este sistema é produzir cada vez mais o fosso entre os ricos e pobres, lesando substancialmente a maioria da população moçambicana. O governo protege o grande capital com incentivos fiscais, impostos reduzidos e em contrapartida agrava os impostos em produtos que constitui as necessidades básicas da maioria dos moçambicanos.
Já é pobre e carente em bens de consumo essenciais para sua sobrevivência e o sistema governativo cobra impostos pesados na importação de carro usado, roupa usada, aumentam se a tarifa de transporte, energia, água, alimentos.
É de frisar que em quase todas as áreas econômicas e sociais que sofreram aumento de imposto e taxas de importação, esses estão na ordem média de mais de 50%. Em detrimento desta situação, os aumentos salariais em sectores que abrangem a maioria do trabalhador moçambicano oscilaram entre 1% a 11%.
 Como justificação do sobrepeso na vida da população é de que se procede desta maneira para proteger o mercado local. Mas qual, se em Moçambique não existe uma indústria competitiva e diversificada?
Quase não existe indústria automobilística, têxteis. O País ainda não atingiu a suficiência alimentar, ou seja, Importa mais que produz.
A questão é: a quem pretende se beneficiar com a austeridade nas políticas sociais, prejudicando a maioria da população?
Certamente a eles mesmos, a oligarquia local partidária no poder que está filiada ao grande capital.   
O efeito desta conjuntura é que nos últimos 17 anos a vida sócio-econômico e político dos moçambicanos têm se caracterizada pela descida acentuada da qualidade de vida e violência social e política. A pobreza extrema esta ganhando mais terreno e este terreno se mostra através do baixíssimo poder aquisitivo, a ausência do sistema de transporte condigno e organizado, a falta de resposta eficaz do sistema de saúde, segurança para não falar do lazer.

Pedra, pedra construindo novo dia

22/09/2017