Mesmo
com as adversidades a vida não para e não deve sequer parar. Os moçambicanos
trabalham com todo afinco, lutando assim para a sua sobrevivência. No permeio
da falta de quase tudo no tocante às infraestruturas públicas urbanísticas,
estradas, saneamento básico, escolas, hospitais, zonas de lazer, lá vão ao
trabalho informal.
Sobre
a porta velha de madeira, aquela que sobrou da antiga casinha de caniço ou uma
mesinha concebida por aquelas sobras das ripas de madeiras descartadas pelo
carpinteiro vizinho, os moçambicanos sem emprego expõe as hortaliças, tomate,
beterraba, cebola e outros produtos perecíveis e não. Na falta deste suporte,
lá estão no chão, quase em contato com a areia e susceptíveis às contaminações.
Todos
nós ou quase todos sabemos o que pode suceder quando cai algum produto
perecível no chão da areia poluída. Mas para quem quer tirar algo para sua
sobrevivência e sem nenhuma orientação ou sensibilização em torno das medidas
apropriadas de higiene, pouco faz diferença, afinal é comum algumas mulheres e
crianças comerem areia e, pelo menos, subitamente nada lhes aconteceu até ao
momento.
Assim,
vai o negócio.
Será
que o leitor sabe ou se lembra de que estes vendedores foram sempre perseguidos
e coagidos a venderem seus produtos nos mercados adentro das zonas residenciais
e longe das zonas de circulação dos potenciais compradores?
Sim,
de fato foram perseguidos.
Contudo,
segundo as últimas estatísticas da economia moçambicana, o sector informal
envergonhou as perseguições feitas pelo governo, pois apesar destes
constrangimentos aliados a falta de proteção e apenas serem obrigados a pagarem
os impostos ou taxas diárias, em 2011 contribuiu nos cofres do estado com valor
que ascende 70% em detrimento das empresas multinacionais de grande
envergadura, que move milhões de dólares, estas protegidas pelo estado
moçambicano, contribuíram para os cofres estatais com a migalha de 4%.
Estas
empresas exploram e extraem muitos recursos naturais de Moçambique, deixando
muita poluição e destruição ambiental. O estado moçambicano ganhou 4%.
Só
para elucidar o leitor, o governo moçambicano para mover a máquina estatal
aloca dinheiro no clube de paris ou recebe divisas vindas dos países baixos, ou
seja, o governo sobrevive ainda dos recursos externos. Alguns entendidos na
matéria da economia destacam que o governo perde milhões de dinheiro com
incentivos fiscais direcionados aos megaprojetos (as empresas multinacionais),
portanto, finanças que se entrassem nos cofres do estado seriam suficientes
para estancar a dependência externa do país.
Mesmo
com carências o setor informal move a economia moçambicana.
Mesmo
perseguidos contribuem com a maior fatia financeira nos cofres públicos.

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