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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cartinha endereçada ao Primeiro Ministro e ao Prof. Dr. Rosário

Em virtude da notícia publicada no jornal “O País” referente a igualidade entre as línguas oficiais e bantu. 
17 de Setembro de 2011

OI Senhor PM e Prof. Dr. Rosário, o ensino em segunda língua do povo moçambicano, não só contribui para o desenvolvimento lento do país como também é uma afronta à dignidade de um povo. O ensino em língua estrangeira tira a dignidade e humilha a maioria dos moçambicanos. A escolarização em segunda língua torna o processo de significação dos conhecimentos problemático e inviabiliza o desenvolvimento do mesmo. Se forem ao campo encontrarão sujeitos que escrevem e lêem em suas línguas maternas, para além de se sentirem bem com isso e já imaginaram se o ensino fosse administrada em suas línguas como a circulação de sentidos seria, não só para eles mas para os moçambicanos em geral? As línguas mais faladas em Moz são: Emácua, Xichangana... e o Português na quinta posição ou sexta. Que tal potencializa-las todas para o bem da circulação de informações e conhecimentos em/entre moçambicanos?

2 comentários:

  1. Imagina a criança quando chega na escola e se depara com este ensino em língua estrangeira: será que isso não favorece a evasão escolar?

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  2. Os dados do Ministério da Educação mostram que a evasão escolar no Sistema Nacional de Educação sucede exatamente nas primeiras três classes do ensino primário, 1ª a 3ª classe. Isso acontece devido a dificuldade da criança entender a língua que o professor lhe endereça. Ela não encontra estímulo e, aliada a isso, se os país da criança não se identificarem com a escolarização oficial, facilmente fica na rua a brincar e acumulando as faltas fica fora do sistema de ensino.

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