O nosso ouvido já está habituado de ouvir queixas da oposição
moçambicana, reclamações em conversas informais feitas pelos amigos,
conhecidos, colegas de trabalho no tocante aos desvios de conduta praticados
pelos funcionários do Estado moçambicano. São desvios de condutas praticados
ora sob a máscara do cumprimento das leis, ora na maior confiança da impunidade
de seus praticantes, estes acobertados pela sigla partidária (Frelimo) do
regime que desde a independência de Moçambique em 1975 governa o país.
Funcionários fanáticos deste governo (cuja separação entre o Estado e
Partido não se faz sentir na história da Democracia) atropelam leis, a Constituição
da República de Moçambique na impunidade e que de facto, nenhum órgão ou juiz
se considera em pleno direito de intervir para limitar abusos de poder, pois
primeiramente ele como funcionário do (Estado?) foi conduzido ∕ indicado pelo partido para o referido cargo da
justiça.
Pela defesa do emprego em um país onde o (Estado) é o maior
empregador, funcionários da justiça, da polícia que deveria a priori defender
os direitos dos cidadãos e as liberdades dos moçambicanos fecham os olhos ou
ignoram atropelos que incidem incessantemente contra os direitos das populações
∕ povo de
Moçambique, ações essas perpetrados pelo Estado. Em muitos casos, os referidos
funcionários efetuam barbaridades no seio das populações, seja nas zonas
urbanas como rurais. O exemplo disso são as brutalidades reportadas na semana
finda pelo jornal eletrônico canalmoz do dia 17 de fevereiro de 2012 (Brutalidade da FIR aterroriza Chimoio),
em que elementos da FIR, Polícia de Intervenção Rápida, introduziram o recolher
obrigatório na cidade de Manica, agredindo fisicamente os munícipes ao ponto
destes perderem os sentidos e serem hospitalizados.
Hoje, dia 22 de fevereiro, os leitores do Jornal O País são
interpelados com a seguinte notícia: Governo de Murrupula obriga professores a
descontarem para X Congresso da Frelimo dias depois a vice-ministra
responde que:
Então! Agora que o crime foi
constatado e é quase reconhecido pelas autoridades que tutelam os trabalhadores
em causa, que se venha em público informar o povo que os responsáveis por estes
atos de usurpação de salários dos trabalhadores serão punidos nos termos da
lei. O Partido Frelimo deve devolver o dinheiro dos professores, do trabalhador
moçambicano. Não é só em Murrupula que acontece este ato de roubo de salário
dos trabalhadores. Em quase em todos os distritos ou zonas rurais deste imenso
Moçambique, os professores e outros funcionários do Estado são descontados e
estes com medo das represálias ficam calados, resmungando aos cantos. Devemos
ter coragem e processarmos o Estado moçambicano, pelos males que tem
protagonizado ao povo. Que a Procuradoria Geral da República instaura processo
crime para este ato. A oposição sempre falou deste crime e sempre o partido
Frelimo, veio ao público e na imprensa na sua arrogância habitual e através de
seus capangas dizer que eram alegações infundadas. E agora! É infundada o roubo
no trabalhador moçambicano? Moçambicanos: Vamos acordar. Vamos dizer basta a
esta corja usurpador de nossos salários, riquezas e impostos. Vamos dizer basta
a arrogância e descaso para com o povo Moçambicano. Vamos votar nas próximas
eleições com consciência, serenidade e dizermos fora FORA FORA FORA FRELIMO, votando
em outros partidos.
Devemo-nos abster de
comportamentos ideológicos que sempre nos disseram que em Moçambique não temos
ninguém capaz de governar-nos a não ser a Frelimo, pois ao dizermos isso,
estamos a nos desvalorizar sem termos tido um dia a oportunidade de provarmos
as nossas capacidades ou incapacidades. A Frelimo já provou e até ao momento
está ainda a provar a incompetência na governação de nosso país. Moçambique tem
muitos quadros competentes e, discursos que tiram o valor destes quadros devem
ser ressachados, expurgados. Viva a
Democracia. Viva Moçambique.

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