Cossa,
Lourenço
O
mundo foi mais uma vez brindado pela notícia que dava conta que o governo norte
coreano havia lançado com sucesso um foguete nomeado como míssil balístico
pelas potências ocidentais, mas que para os coreanos trata-se de um satélite
com fins pacíficos.
Os
países ocidentais andam preocupados pela ousadia do estado/governo coreano,
pois na sua visão, aquele estado comunista é perigo para a humanidade.
Mas
será que de fato o desenvolvimento e o domínio da tecnologia espacial e/ou de
míssil pelo estado da Corea do Norte é perígo contra a humanidade ou é perigo
para os interesses destas potências cujo seus interesses não conseguem se
desgrudar na pretensão de controlar os povos, governos, de seus recursos
humanos e filosóficos?
A
ousadia da Corea do Norte e do Irão em desenvolver seu poderio militar ou o
domínio da tecnologia espacial de mísseis desassossega os países ocidentais
como Estados Unidos da América, França, Reino Unido entre outros, mais a
Rússia. Enquadra-se no conflito de interesse, no conflito étnico, entre os que
podem e outros que não podem. Na geografia do poder os que têm poder, os que
podem "naturalmente" têm a prerrogativa de determinar quem deve ter a
tecnologia X ou Y. Contudo, o dever ter tal tecnologia depende da posição
política e étnica que o que não tem poder, o outro se enquadra. Se por exemplo,
em uma determinada região geográfica existe algo de interesse política ou
econômica, certamente um elemento de lá que tenha algum "poder" deve
pertencer/filiar aos poderosos/ocidentais com poder de ampliar seu império
colonial/neocolonial. Caso este não pertencer ideologicamente ao grupo do
poder, deve permanecer silencioso, não chamar atenção, pois caso não, ele deve
ser um algo a abater. Abate-se com isolamento, exclusão econômica e uma política
ofensiva, incitamento a guerra interétnica ou civil, golpes de estado etc. Na
atualidade política e geográfica do poder, um governo ou lideres nacionalistas
são susceptíveis ao abate/assassinato ou a outorgação de termos que permeiam a
moral política, ditador. Só não são ditadores os lideres que abrem as portas de
seus países e economia para os países ocidentais e potências
militares/econômica se servirem sem custos que mexa os bolsos. O contrário, o
caso de ser nacionalista/ditador, mas bom moço é útil, até que não haja mais
interesse em se manter relações "bilaterais". Ai é descartado. O
Hosni Mubarak é exemplo claro disso.
A
lista de países, governos e lideres abatidos é extensa. Podemos citar exemplos
como o Manuel António Noriega do Panamá, o Maurice Bishop da Granada, Patrice
Lomumba da RDC, Bashar Al Saad da Síria, Muammar Kadhafi da Líbia, Sadam
Hussein do Iraque para além da estranha coincidência do fato de quase todos
lideres africanos que lutaram para as independências de seus países terem
morridos com "doenças" ou assassinatos.
O
mundo vivencia a luta entre o poder, controle do Outro sem precedente. Este
Outro é visualizado em forma de etnia e raça. É o exótico, o folclórico
engraçado até certo ponto que tem que ser igual como nós, mas nunca será como
nós.

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