Cossa, Lourenço
Entre
crenças ideológicas filiadas ao partido Frelimo, umas em cima do muro e outras
a favor da oposição, a juventude moçambicana se mostra dispersa dos desígnios
que promovem a paz e a coesão social entre moçambicanos. Defender discursos das
lideranças da Frelimo num cenário em que é a mesma liderança que esticou a
corda até ao momento atual em que a sociedade vivencia a intolerância política,
falta de diálogo entre os intervenientes políticos, isolamento/exclusão
político-social dos que têm ideias e opiniões contrárias às políticas
governistas e, sobretudo, a maioria dos moçambicanos que conforme as
estatísticas apontam vivem na pobreza extrema num país com riquezas
incalculáveis e notado como país modelo das políticas da FMI adicionado à
violência é um absurdo. É não querer a paz, ou melhor, é lutar contra ela,
mesmo com discursivo que aponta a filiação a ela (a paz).
Neste
cenário quem será vítima no caso de eclodir a guerra? Nós, a juventude, filhos
das classes populares. Será que os defensores dos discursos da intolerância
pensam que os filhos e as famílias destes líderes que incitam o ódio à
oposição, Renamo, MDM, e outros partidos com projeção no cenário popular irão
para guerra?
Claro
que não.
No
caso referente a pressão política que se faz, ainda, com a permanência do líder
da oposição, Afonso Dlakama, temos que entender que a ida daquele opositor à
Gorongosa foi fruto de várias falhas, arrogância, perseguições de militantes e
partidários da oposição em todos os segmentos da vida social de Moçambique onde
nem as instituições da justiça, segurança dos moçambicanos, encontram-se
viciadas e pró-partido Frelimo em detrimento do Estado moçambicano e, sobretudo,
sem força e legitimidade de defender estes cidadãos.
O
copo está ficando cheio e irá transbordar molhando a mesa, mesa essa que por
sinal é feita de contraplacados/madeira compensada. Se não houver performance
que modifique esta continuidade podem surgir os disparos e tudo volta para a
estaca zero, destruição, massacres, raptos de adolescentes nas ruas das cidades
e vilas, raptos no campo. Será que houve amnésia coletiva ao ponto de não haver
lembranças de cenários em que as pessoas dormiam no mato para escaparem das
forças guerrilheiras da Renamo ou do governo da Frelimo?
Jovens
eram obrigados a interromperem seus estudos nas zonas urbanas, no campo e nas
cidades.
Este
cenário pode ser nefasto ao mesmo jovem cego pelos discursos excluidores do respeito
às hierarquias da Frelimo, ou seja, quando houver guerra não ira se esquivar.
É
nesta situação que todos os moçambicanos devem ser unanimes em clamar a paz, a
necessidade de haver diálogo permanente entre os vários intervenientes sociais
e políticos. Todos os políticos sãos importantes para este país e todos devem
contribuir para a estabilidade dentro da igualdade como todos os moçambicanos
sem exceção. Guebuza, Santos, Nguila, Dlhakama, Chissano, Raul Domingos, Deviz
Simango, Cossa, Mathombe, Nihia, Muthombene, etc. São moçambicanos e deste país
merecem tudo, bastando trabalharem e sem sofrerem barreiras. Moçambique com
todas as suas riquezas é para todos.
Que
se cumpram com as exigências daquele líder da oposição, pois as mesmas
exigências fazem parte das preocupações da maioria dos moçambicanos, afinal
ninguém gosta de se sentir inseguro no seu próprio país. Não importa se a
conversa será na esquina do bairro de Micadjuine ou em Munhava, Mueda,
restaurante. O que é importante é que as partes buscarão sanar os conflitos que
colocam a vida dos moçambicanos vulnerável. Somos diferentes, mas temos a
história comum e somos moçambicanos. A ausência de diálogo e conflitos de
interesses em conflitos com o bem comum constituem elementos ou brechas que podem
ser aproveitados para a promoção da instabilidade.
Pedra Pedra
construindo novo dia Milhões de Braços uma só força.
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