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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A SENSIBILIDADE DOS MOÇAMBICANOS PERANTE O NÃO HABITUAL

COSSA, Lourenço

O que podemos dizer acerca do governo de Moçambique em torno das questões sensíveis na vida humana?

Estamos em meio de duas semanas, período que surgiram acontecimentos de realce. Primeiro o despenhamento do avião da companhia aérea moçambicana – Estatal, as Linhas Aéreas de Moçambique, primeiro acidente do gênero depois da independência nacional.

O segundo acontecimento é referente à morte do primeiro presidente negro da República da África do Sul – pós-Apartheid, o líder carismático símbolo da liberdade, da inclusão e humildade do ser humano estamos a nos referir do Madiba, ou seja, Nelson Kholihlahla Mandela.

Os dois acontecimentos são dignos de realce no nosso blog, pois suscita a emergência de sentimentos de consternação, perda de um ser humano. Vimos consternação de sociedades de vários países perante estes sucedidos, tanto no que toca as perdas humanas no despenhamento do avião moçambicano onde pereceram vidas de nacionais e de nacionalidades de países como Angola, China, Portugal, Brasil como na morte do símbolo da liberdade na África do Sul e no mundo, o líder Nelson Madela.

Fato curioso e para bem dizer, humano, sociedades de outros países mostraram sua sensibilidade homenageando tanto o caso do despenhamento do avião da companhia moçambicana e a perda irreparável do líder histórico da África do Sul e do mundo. Países como os Estados Unidos da América (EUA), Venezuela e muitos outros hastearam suas bandeiras a meio mastro.

Um fato curioso/humano é que em Moçambique vê-se as embaixadas acreditadas no país com as suas bandeiras a meio mastro e, no entanto, Moçambique, o Estado moçambicano se mostrando completamente indiferente perante a estes sucedidos. Nada de bandeira moçambicana a meio mastro, nem em referência ao despenhamento do avião moçambicano cujo se ceifou vidas humanas nem em reconhecimento do homem “que tanto ajudou Moçambique do que Venezuela ou EUA” Salomão Moiane (STV – Pontos de Vista).
 
  
 
No dia que se seguiu à quinta feira, dia 6 de dezembro de 2013, assistiu se figuras do Estado moçambicano nos écrans televisivos a proferirem dizeres que apontam a pessoa de Nelson Mandela como sinônimo da Liberdade, Paz, Inclusão. Vimos estes dirigentes a reforçarem seus discursos referindo que o legado daquele líder era inspirador para eles e para o mundo. A questão é: se é inspirador porque estes governantes de Moçambique, em particular continuam a alimentar/estimular a exclusão e ódio entre os moçambicanos, partidarizando a função pública/Estado e descriminando Outros nacionais? Porque não acabam com a guerra desnecessária que está a dizimar e deslocando das suas terras e casas seres humanos (soldados, homens da Renamo e civis) em Sofala-Gorongosa e em outros pontos deste vasto Moçambique?

Até quando prevalecerá a arrogância em detrimento da humildade e um olhar para o povo moçambicano?

Ainda no tocante as questões da sensibilidade, vimos ha um mês atrás moçambicanos organizados pela Liga dos Direitos Humanos a manifestarem pacificamente em repúdio à guerra civil que já é realidade no centro do país, província de Sofala e Nampula e, em contrapartida viu-se membros do governo a tentarem em vão lançar a contrainformação, persuadindo a sociedade civil a não aderir às referidas manifestações de repúdio à guerra civil e ao agudizar dos raptos que a cada dia crescem no país.

Urge se indagar de que mundo são estes governantes de Moçambique? Aonde e de que nasceram e é de uma mãe? Será que em algum dia na vida já choram? Se é que já, isso aconteceu porque haviam perdido algo material ou humano?

8/12/2013

2 comentários:

  1. Sinceramente o Paí no seu todo é questao de realce a nivel dos tribunais Mundias! É inconsebivil as atitudes que tomam ou seja o facto de nao tomar nenhuma atitude, não se esplica com o despenhamento do TM 470 onde muitas vidas Moçambicanas foram perdidas, os dirigentes da pérula do Indico ném se deram o luxo de içar a bandeira a meia haste! Onde estamor? para onde vamos?

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  2. Eu continuo a insistir no pensamento de que nenhuma manifestacao, pacifica organizada e democratica tenha algum efeito nos insenciveis, hipocratas, arrogantes, ladroes e assassinos que sao os lideres mocambicanos.

    Esses lhes convem o golpe do estado e mais nada ou o povo tem que tomar outra posicao nas demostracoes porque com placas e planfletos nao funciona.

    Triste que o povo mocambicano tenha que se despir da sua caracteristica fundamental e natural que e a democracia para combater um grande mal que e o actual governo.

    Ou a comunidade internacional vai reagir ou nos vamos pegar Guebuza no palacio directo para rua porque assim ja nao deve continuar.

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