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quarta-feira, 28 de março de 2018

MAIS UMA PERSONALIDADE PÚBLICA BARBARAMENTE VIOLENTADO FISICAMENTE EM MOÇAMBIQUE

Mais uma barbaridade vitima mais um jornalista e jurista em Moçambique. O comentador da STV, o jurista e jornalista Ercílio Salema foi raptado, torturado e jogado muito ferido em uma picada fora da cidade capital por homens "desconhecidos" que se faziam transportar em três veículos ligeiros segundo a imprensa. A barbaridade ocorreu ontem dia 27 de março em um entroncamento das ruas da capital de Moçambique, Maputo
O número de vítimas das brutalidades ligadas ao partido governamental, a Frelimo contra individualidades da sociedade civil, jornalistas, acadêmicos, políticos da oposição é extensa. Estas barbaridades caracterizadas por assassinatos, torturas, baleamentos mostra a perversidade de uma elite política ligada ao partido frelimo desposta a tudo em nome da preservação de seus status coo  enfermos de tanta imoralidades sociais e políticas. 
Qualquer opinião não favorável a esses recebe resposta negativa e disjuntiva do Estado de Direito e Democrático.
Já sofreram atentados as seguintes individualidades públicas:
  • Afonso M. Dlahama, presidente do maior partido da oposição - Renamo (este escapou por três vezes) - felizmente vivo;
  • Dr. Carlos Jeck, político da oposição - vivo;
  • José Jaime Macuane, cientista político e comentador na televisão Soico - vivo;
  • Manuel Bissopo, Secretário Geral do partido Renamo - vivo E seu ajudante de campo assassinado;
  • Constitucionalista Gelles Cistac - assassinado;
  • Danger Man, Reservista e segurança - personalidade pública - assassinado;

A lista é enorme e aqui apenas passamos os nomes de individualidades mediáticas e não conhecemos o número exacto de pessoas assassinadas e jogadas em valas comuns no centro e norte entre 2013 à 2017.
É caso para afirmar que o Estado moçambicano foi tomado por gangster e, uma das soluções desta problemática é a luta contra estes desmandos desumanos perpetrados contra as liberdades individuais, de expressão, política e a honra dos moçambicanos através do voto. 
Moçambicano! vai se recensear  e votar consciente nas próximas eleições de 2018, este ano e no próximo, as gerais. A Frelimo esta cansada e precisa se reconfigurar.

Pedra pedra construindo novo dia


Xikhosa


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

CHUVA ENTRE BÊNÇÃO E DESTRUIÇÃO


Tem sido freqüente nos países em via de desenvolvimento o desconforto quando se chega à época chuvosa. Bairros ficam inundados, a chuva provoca erosão, crateras de dimensões assustadoras, deslizamentos de solos, cheias e nisso perdas humanas são inevitáveis.
Esta situação faz com que pessoas abrangidas vê a chuva como castigo, algo ruim, pois seus bens ficam em perigo.
Contudo, há que ressaltar que este desconforto reside na nossa não preparação como nação/ões, país/ES, Estado/s de modo a possibilitar com que estas épocas se traduzam em oportunidades econômicas, culturais sustentáveis.
Sabe-se que a chuva/água traz boas colheitas na agricultura, possibilita a piscicultura, o armazenamento das águas para fins variados. Este estar só sucede quando estamos preparados para a recepção desta bênção da natureza.
A recepção de que estamos a falar é referente ao saneamento do meio, a criação de açudes/reservatórios de água, espaços urbanos arborizados, parques verdes e, sobretudo, a planificação urbanística contextual do meio.
Determinados governos de países ciclicamente afectados pela chuva ou com parcelas das suas populações que sentem desconforto com a chuva sofrem impacto indesejável pelo facto de não dar primazia ao saneamento básico e planificado do meio.

Na lógica destes, a chuva surgem como fenômeno da destruição 


Xikhosa 2018

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sábado, 10 de fevereiro de 2018

OS CONSENSOS SOBRE A DESCENTRALIZAÇÃO ALCANÇADOS PELOS PRESIDENTES JACINTO NYUSI (MOÇAMBIQUE E FRELIMO) E PELO PRESIDENTE AFONSO DLAKAMA (RENAMO) EM MOÇAMBIQUE

Os medos do partido Frelimo coincidem com os medos do governo espanhol

Vamos na profundidade. No dia 7 de fevereiro de 2018, o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi convocou uma conferência de imprensa para anunciar ao povo Moçambicano os consensos entre representante do partido Frelimo e o Presidente da segunda maior bancada da Assembléia da República na oposição, Afonso Dhlakama.
Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi e Presidente da Renamo Afonso Dhlakama - diálogo entre ambos na base da Renamo

Dentre os consensos alcançados damos destaque ao que a opinião pública moçambicano denomina por retrocesso, um ponto referente a nomeação do Presidente do município pelo Ministro do piloro da administração territorial.
Lembra-se que os consensos abarcam a nomeação dos Governadores, presidentes dos municípios e administradores distritais pelo Presidente da República, Ministros que superintende a administração pública em concordância com a indicação destas figuras executivas pelas assembléias provinciais, municipais e distritais respectivamente.
A novidade destas possíveis reformas constitucionais referentes a descentralização tange em relação à “autonomia executiva” dos governadores e administradores, pois até então estes dirigentes provinciais e locais eram indicados pelo governo central, independentemente dos votos obtidos por este partido governamental a quando da eleição geral.
É, portanto, algo novo e que constitui de certo modo um avanço da democratização da República de Moçambique e certamente, um instrumento que possibilitará a participação e representação das populações abrangidas.
Por onde entra a relação deste pacote consensual com a situação espanhola?
Nos meses que passam, assistimos manifestações populares em catalunha na Espanha, envolvendo o governo espanhol liderado pelo Presidente Mariano Rayoy e o governo da província de Catalão que era liderado pelo presidente independentista Carlos Puigdemont.
     
 Mariano Rajoy                                             Carlos Puigdemont  

O imbróglio surgiu quando o governo da província em concordância com os sectores sociais e políticos promoveram manifestações e referendo com vista a autonomia soberana em relação ao país Espanha. Elucidando a questão podemos referir que é um governador que lidera junto com outros sectores locais a aclamação da independência da província, convocando um referendo e, inclusive ganhar esta pretensão separatista.
Como é do conhecimento de todo, o Presidente da Espanha mandou dissolver o parlamento catalão e instaurado um processo crime ao governador da província, tendo este se refugiado na Bélgica, capital da União Européia.  
Olhando para este cenário é nos incontornável não pensarmos a relação existente entre os consensos saídos do diálogo entre os dois beligerantes moçambicanos Frelimo e Renamo, ou seja, os Presidentes Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama.
O medo da “divisão” ou desunião na República de Moçambique bem como o medo da da tomada de decisões unilaterais e independentes dos lideres locais sem o consentimento dos chefões/caciques (os que consideram que o país lhes pertence) paira nas mentes. O discurso do Presidente da República, Jacinto Nyusi evidencia este estado de situação – medo - quando afirma e “reafirma” que o espírito destes consensos coloca o Estado moçambicano como “unitário”, “uno” e “indivisível”.
A questão que se coloca é:
·         Será que na preocupação para com o separatismo tem razão ser no caso dos municípios?
A nossa visão sugere um não. Municípios constituem-se como uma divisão legalizada constitucionalmente de um território com um conglomerado de cidadãos cuja sua preocupação reside na administração e ordenamento municipal, ensino primário, sistema de saúde básica e, não visualizamos um presidente de um município munir seus munícipes a se rebelarem ao ponto de querer criar uma emancipação territorial autônoma e soberana.
Para nós, este retrocesso encontra respaldo na pretensão das lideranças da Frelimo em controlar tudo e a todos. Se de facto, o parlamento moçambicano ratificar estes consensos alcançados entre a Frelimo (presidente Filipe Nyusi) e a Renamo (Afonso Dhlakama) sem ter em conta o ganho até então vigente na eleição directa do presidente do município incorremos ao retrocesso. Incorremos a uma democracia do faz de conta.
Há que tomar em consideração na definição das políticas administrativas e executivas moçambicanas a opinião pública, dos acadêmicos e partidos políticos da oposição e extra-parlamentares. Procedendo-se desta maneira abrir-se-á um espaço para a participação integrada de sectores significativos.
O afastamento da eleição directa que já era a realidade na administração municipal em Moçambique dará aval para a mutilação das iniciativas individuais e colocará os presidentes dos municípios refém aos interesses, lobbies das lideranças partidárias em detrimento do povo/eleitorado que possibilitou este ou aquele partido ganhar a maioria nas assembléias locais. Ampliar-se-á espaço para a corrupção, chantagem e outros malefícios da política em Moçambique.

Há necessidade deste acórdão ser debatido nos diferentes sectores da sociedade moçambicana, pois todas questões de Moçambique não se resumem nos interesses da Frelimo apenas. É necessária a continuação do modelo até então em funcionamento e melhorá-la de modo a propiciar a eleição directa e livre dos presidentes dos municípios.

sábado, 13 de janeiro de 2018

OS PARADOXOS DA POLÍTICA DO OCIDENTE E NAÇÕES DE "LIXO"

Xikhosa

Diariamente somos bombardeados por informações noticiosos, dando conta que lideranças deste/s ou daquele/s país/es pertence/m o eixo do mal.
Que país/es X e Y são o perigo para a humanidade.
Contudo, a nossa observação mostra que os países que usualmente são significados como perigo contra a humanidade ou eixo do mal, os são na visão do ocidente porque não se deixam manipular por dogmas e políticas destes países industrializados. A sua resistência os fazem serem permeáveis a hostilidade ocidental que se mostra através das sanções econômicas, dos discursos inflamatórios e racista.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donaldo Trump (2018) teceu palavras infecciosas para a dignidade de determinados países latino americana, Haiti e as nações africanas tipificando-os como “NAÇÕES DE LIXO”.
Estes discursos evidenciam a periculosidade dos EUA e de seu presidente que é poderoso economicamente e militarmente. Mostra que este país têm dirigentes capazes de tudo e dizer o que quiserem. Paradoxalmente, este país se investe de polícia do mundo através de seu poder de persuasão militar e econômica. invade países sob pretensões falsas da democracia, mas que por ultimo evidencia interesses nos barris de petróleo, Gás e instalação de bases militares e estratégicos para controle do mundo.
Para este país anglo-americano junto com determinadas nações Européias e não só, a resistência mostrada pelo Irão, Síria, povos palestinos (contra a usurpação de suas terras por Israel), Correia do Norte, Venezuela, Haiti contra as interferências, autodeterminação, neocolonização ocidental em seus países soa como desafio.    
Não devemo-nos esquecer que a maioria das guerras que sucedem no mundo em desenvolvimento industrial são motivadas por dogmas, políticas e pensamento ocidental em detrimento das formas de ser e estar destes países.
Traduzindo isso em quinhentas, o Irão deixaria de ser eixo do mal e, se calhar, a sua intenção de desenvolver a indústria/engenharia nuclear encontraria aval do ocidente e dos Estados Unidos da América se não apoiasse os povos palestinos, Síria, Hezbolá, entre outros povos que lutam pela sua liberdade e autodeterminação longe das garras do Estado Judeu/Israel.
Venezuela seria um Bom país se a Área de Livre do Comercio das Américas (ALCA) não tivesse tido bloqueio nos países sul-americanos e, sobretudo, se dirigentes deste país não fossem da linha de esquerda. Certamente, Manuel António Noriega (Panamá), Manuel Zelaya (Honduras), lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil estaria até então a governar aquele país gigante adormecido de estes pertencesse a direita.
Em África são inúmeros Estados e lideranças mortas sob alçada do ocidente, a destacar o Líder Líbio, Muammar Al-Gaddafi, Patrice Lumumba entre outros.
O Hamas na palestina, apesar de ter ganho as eleições livres democráticas teve sabotagem e conflito interno como Fatah para não governar, tudo porque não se alinhava com os interesses ocidentais e as pretensões israelenses encontrariam obstáculos acrescidos nesta área.
Em todos estes casos elencados, a mão ocidental esteve em ação para as mudanças forçadas e por vezes sangrentas e a questão que se coloca é:

- Qual/is é/são o país/es ou nações com lideranças de LIXO que a todo o momento criam desordem, rebeliões, guerras/matanças no mundo?

Pedra Pedra Construindo Novo Dia