SOCIEDADE & CULTURA ** A REALIDADE QUE O MUNDO VIVENCIA NAS SUAS DIFERENTES CONJUNTURAS SÓCIO-POLÍTICOS E CULTURAIS **
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
CONFLITO POLÍTICO ECONÔMICO E MILITAR EM MOÇAMBIQUE: Que interesses estrangeiros são esses?
Esta a se tornar
cultura na política e nas interações sociais moçambicanas culpar-se o Outro
pelas nossas fraquezas/fracassos. A minha pobreza, insucesso é devido ao meu
avó/avô, pai vizinho, colega que olha demais, enfeitiçou, fez ou não fez
aquilo.
Damos pouca atenção às
nossas práticas, atitudes, nossas escolhas que provavelmente podem atrapalhar
nossos desejos, aspirações profissionais ou de busca pelas realizações.
Indo no objeto da nossa
escrita é oportuno afirmarmos que Moçambique encontra-se mergulhado em
desavenças políticas que estão a cristalizar a instabilidade política, militar
e social. Perante a esta situação surgem vozes que apontam interesses
estrangeiros como estando na ordem da nossa galopante desgraça social que se
mostra através da exclusão, assassinatos, baleamentos, sequestros contra
pessoas que têm visão e pensam diferente dos membros partidários do partido
governamental em Moçambique.
Aqui não descartamos
essa possibilidade, mas o cenário que nos salta às vistas e, que pode ser equivocado
como não, mostra-nos o apego de alguma
elite política ao poder e vislumbra-se a tentativa de se criar o modelo chinês
onde a economia e a administração política fluem em paralelo no permeio de um
partido forte e único. Aponta uma minoria a controlar tudo e a todos.
Na nossa óptica, este
modelo político pode ser na realidade moçambicana, viável se tomarmos em
consideração o histórico cultural e social dos povos deste território chamado
por Moçambique circunscrito ao gosto dos colonizadores europeus. O histórico
cultural destes povos, segundo a nossa experiência como membros dessas
sociedades é caracterizado pelos modelos administrativos territoriais e
político de reinados, indunas, régulos com poderes absolutos. A cultura hierárquica
onde o mais velho, o chefe, presidente (este em muitos casos significado como
pai) ou qualquer dirigente se sobrepõe às vontades dos mais novos.
Esta prática, quando
liderada, provavelmente, dentro de consensos, negociações onde todos ganham,
poucos contestam o rei ou dirigente, mas em contrário torna-se perigoso quando
esse sistema se apresenta com tendências de nepotismo, corrupção e totalitárias
sem mínimo de respeito pelas liberdades dos indivíduos.
Ora vejamos que o
cenário político actual chegou a uma ponto insuportável de intransigência,
intolerância, exclusão e perseguições de opositores. É uma aventura perigosa um
cidadão significar-se como membro de um partido da oposição na vida social de
Moçambique. Corre-se o risco de ser queimado vivo, morto, preso sob pretexto de
estar perturbar a tranqüilidade pública. Corre o risco de ser excluído, não ser
promovido nas repartições públicas e estatais, etc.
Pela nossa experiência,
a oposição política em Moçambique (Renamo), desde os acordos de Roma que
colocaram fim à guerra civil criou pouco ruído que pudesse hipotecar a sua
governação (da Frelimo) ou a instabilidade do país apesar de por lei possuir armas
destinadas à segurança de sua liderança.
Por outro lado, o
partido no poder, a Frente de libertação de Moçambique (Frelimo), sempre teve a
maioria parlamentar, facto que a priori criou condições de governação sem
grandes empecilhos. A oposição, desde as primeiras eleições multipartidárias esteve
paciente em todo processo político e de governação da Frelimo, mesmo reclamando
das fraudes eleitorais que até o cidadão menos participativo na vida política
acredita ou pensa que sempre houveram.
Os anos se somam e o
sujeito chega a um ponto em que já não agüenta mais. O sentimento de não ser
parte do processo da edificação do país, excepto quando é para pagar os
impostos, o coloca a levantar o tom da voz para repudiar, mesmo sabendo e tendo
consciência de que por seu repúdio cairá sobre ele o chicote/cacetete,
blindado/tanque de guerra, AKM47.
A história da
democracia recente de Moçambique nos mostra que nenhum projecto político social
da oposição parlamentar chegou a ser debatido em profundidade antes de ser
chumbado pela maioria governista. Destaca-se que projectos da oposição
aprovados em 2014 ocorreram em um ambiente da crise político militar. Certamente que isso faz imergir sentimentos
que apontam a exclusão de partidos com assento parlamentar e dos que votaram
naqueles partidos.
Para agravar a
situação, em todas as instituições públicas e estatais, a exclusão de
indivíduos que pensam diferentes ou pertencem a partidos da oposição domina a
ordem do dia. Poucos ou quase ninguém ousa se mostrar no aparelho estatal ou em
público trajado de roupa ou signos que remetem a um partido da oposição. Idéias
vindas dessa pessoa são afastadas humilhantemente.
Perante a este cenário
descrito, pensamos que há necessidade de práticas que promovam a inclusão em
Moçambique. Moçambicanos devem se sentir donos deste país, se sentirem parte do
processo e não cidadãos da segunda ou terceira.
A inclusão, quando se
torna uma palavra com distintos sentidos e conflitantes, onde os que estão do
lado governamental, no lado do poder, bastando proferir a bom som que são
inclusivos e tolerantes já basta e o são, torna o país instável, com muitos
descontentes. Roberto Romano (2016), em um artigo publicado no jornal Zero Hora
(ZH), ao reflectir em torno de escolha entre a moral e a disciplina partidária
e baseando na citação de Merleau-Ponty, alerta referindo que “o membro da
agremiação partidária não se preocupa com a sua moralidade pessoal, mas com a
revolucionária. Importa não criticar o partido, o que fragiliza a organização e
leva à perda de conquistas históricas. Na crise, a militância também estremece,
a liberdade de cada um ameaça mortalmente a dos outros, a violência ressurge”.
Na defesa partidária e
mediante a discursos pré-construídos pela cúpula do poder, a inclusão não
significa exclusivamente integrar pessoas Outras na sua governação, aparelho
diretivo, econômico, pois qualquer acção governamental que reflecte na
sociedade sempre acaba abrangendo todos os moçambicanos e assim, não há motivo
para alaridos.
Por outro lado, a
inclusão significa a partilha do poder político, administrativo e econômico. A
existência de um exército republicano que não cumpre ordens de um determinado
partido político, mas sim o Estado. A existência de aparelho estatal sem
ligações políticas e muito menos onde seus funcionários não sofrem coerção
psicológica nem política. Este cenário caracterizado pelas posições e
ideologias antagônicas coloca Moçambique a uma situação de instabilidade,
assassinatos, baleamentos, sequestros e fuga de capitais.
Outro contexto que não
pode deixar de merecer a nossa atenção reside no facto de se denotar haver rixa
(disputas internas pelo poder) no seio do partido no poder, a Frelimo. Essa
disputa que se visualiza em lutas internas pela busca de uma posição cômoda ou
controle da máquina partidária e econômica e hipoteca o país no todo.
Lembra-se que o
presidente actual de Moçambique e que também é do partido governamental é jovem
e, este não provê diretamente da luta armada de libertação de Moçambique à
semelhança dos seus antecessores. Seus antecessores são os caciques, os
madalas/velhos veteranos da luta armada e que sempre governaram o país desde a
independência nacional em 1975.
Estes, provavelmente
trazem, ainda o ódio pela oposição antes inimiga militar na luta pela
democracia/guerra civil entre 1977 à 1992. Há interesses em jogo pelo controle
absoluto das riquezas do país entre os partidários governamentais e, também,
estes contra a oposição que nunca deixou de ser inimiga mortal.
Destarte, pensamos que
apesar de haver a possibilidade da existência de interesses estrangeiros, não
consideramos oportuna estrangeirizar o conflito político e econômico em
Moçambique. A instabilidade no país imerge e se consolida, a nosso ver, devido à
intolerância, exclusão social, econômica e política.
Assim, devemos ser
capazes e com coragem corrigirmos estas práticas que põem em causa a nossa
dignidade humana, a paz e a estabilidade em Moçambique.
Lourenço E. Cossa
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
ESTRATÉGIA POLÍTICA E BALEAMENTO DE MEMBROS DA OPOSIÇÃO EM MOÇAMBIQUE
Pelo curso da vida
social que se esta tornando normal em Moçambique, este caracterizado pelos
baleamentos, assassinatos, exclusão, perseguição de membros da oposição,
mediante a crise política e militar forçada de quem governa coloca este país
como lugar instável para quem pensa e age diferente perante a visão do poder
partidário governamental.
Dia vinte (20) de
janeiro, na segunda maior cidade de Moçambique, Beira foi alvejado o Secretário
Geral (SG) do segundo (2) partido político mais votado nas últimas eleições de
2014, Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), o Manuel Bissopo, tendo
morrido no local do atentado, o seu ajudante de campo crivado de balas.
Informações dão conta
que este está gravemente ferido e encontrando neste momento em estado crítico.
Por outro lado, a esta autoria são apontados oito (8) homens armados que
bloquearam o carro deste (SG).
Lembra-se que ações
desta natureza não são novas neste país pertencente ao bloco econômico africano
da SADEC. Não passa de um ano de assassinato do Jurista Gilles Cistac depois deste
provar que a pretensão da oposição em propor a autonomia das províncias do país
não era inconstitucional.
Entre os últimos 365 dias foram assassinados ou baleados muitos membros da oposição, jornalista, dentre os quais destacamos delegados distritais Capece, Sergio e mais outros membros da Renamo mortos nos últimos trinta (10) dias, Carlos Jeque baleado e Paulo Machava, jornalista assassinado.
sexta-feira, 6 de março de 2015
quarta-feira, 4 de março de 2015
ASSASSINATO DO CONSTITUCIONALISTA GILLE SISTAC REVELA A FACE BANDIDA DOS POLITICOS DE MOÇAMBIQUE
04/03/2015
Perante um cenário político caraterizado pela manipulação da opinião pública pelo partido no poder, a Frelimo, e diante da reação passiva e cúmplice da chamada sociedade civil, Gille Sistac veio a público esclarecer os factos, referindo que a pretensão do partido Renamo de governar as províncias por onde foi declarado oficialmente vitorioso não constituía atropelo á constituição da república.
Esta declaração esclarecedora, provavelmente não agradou os outorgados donos deste país, o partido no poder desde a independência nacional.
Certamente, ao nos posicionar assim, o leitor poderá descordar, a ligação deste macabro assassinato com a Frelimo, mas pela forma barbara e covarde em que foi morto este ser humano, docente de mérito incalculável, tudo indica o estado doente em que se encontra Moçambique caracterizada pelo maranhado de interesses privados das elites políticas do partido no poder com o capital multinacional que está sendo explorado nas províncias reivindicadas para a autarcização no centro e norte do país.
Por outro lado, este assassinato soa como aviso dos "guardiões" deste país para que os poucos intelectuais que primam pela sua indepedência de pensar e agir se calem, algo, portanto impossivel mediante o desejo da liberdade do ser humano.
O povo nao deve ter medo da autarcização do país. Com a autonomia de certas regiões se abre espaço para a competividade e o desenvolvimento integrado de todo Moçambique e de todos os moçambicanos. Sempre existirá o governo central, a União.
Viva Gille Sistac.
Xikhosa
quinta-feira, 15 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Unay Cambuma (facebook)
GOVERNO TENTOU ASSASSINAR DLHAKAMA DURANTE O SEU O RECENSEAMENTO
O governo da frelimo está absolutamente determinado a eliminar fisicamente o lider da renamo. Titâncos esforços foram feitos para acabar com Afonso Dhlakama no momento em que se deslocaria a Vundunzi mas a sua segurança logrou burlar o esquema, montado um forte dispositivo de segurança em Satungira, por ao ver esta movimentação de perdizes, forças especiais das FDS (Forças de Defesa e Segurança) se desdobraram na calada da noite para estarem em locais estratégicos nas redondezas para encurralar a comitiva do lider logo que aparecesse, para dar o bote mas as perdizes tinham a liçao bem estudada, interceptou os militares que foram quase na totalidade aniquilados. Vendo o plano A frustrado, o governo jogou o plano B: tiveram que pedir a todos os policias do distrito de gorongosa que trouxessem as suas mudas de uniformes de policia para vestir os elementos da FIR e outros das forças especiais. Foram feitas fréneticas diligências nessse sentido e a situação fez com que as brigadistas e a vasta equipa de graúdos do cne/stae e jornalistas demorassem deslocar-se para os locais do recenseamento.
Chegada a hora, a comitiva, formada por cinco viaturas, umas das quais carregando a equipa de ligaçao da renamo constituida por 5 elementos entre os quais o deputado Manuel Lole, o advogado Arnaldo Tivane e coronel da reserva Jussa. Seguia também uma viatura policial transportando 8 (oito) forças de elite disfarçados em uniformes de policias “cinzentinhos”. Parece que a ordem era fazer um atentado suicida (fala-se disso a boca pequena), isto é, mal estivessem frente a frente com o lider atirariam a matar não obstante tal acto resultasse num martírio total de todos os integrantes da policia certamente da comitiva governamental, jornalistas, etc, já que os seguranças perdizes reagiriam ao de forma totalmente enlouquecida.
Chegados próximos a vundúzi/Satungira a comitiva é mandada parar por duas perdizes que revistaram as viaturas e mandam prosseguir. Já em Vundúzi recebem inesperadamente orientações para prosseguirem para mais a frente, o que também baralhou todo esquema, porque possivelmente haviam atiradores de elite escondidos nas proximadades. A comitiva segue em frente e depois de atravessar a ponte sobre o rio Nhandugué é de novo mandada parar por 4 perdizes para mais averiguaçõees e dai percorrem uns 25 km, em direccão a localidade de Chionde, uns 10 quilómetros de Casa Banana.
Cem ou duzentos metros antes de se avançar para o local onde está o líder, todos foram revistados e obrigados a desligar os telemóveis e os polícias receberam ordens expressas para náo se aproximarem do local e ficaram ai plantados sob a mira das várias perdizes entricheiradas incógnitas ou visíveis. Na verdade tudo já estava planeado para que o lider da renamo se recenseasse em Chionde, 30 km de Satungira), os seguranças do líder da renamo apenas enganaram as FDS simulando grande preocupação em proteger o provável local do recenseamento de Afonso Dlhakama em sataungira. O resto da história é o que todos vimos na televisão.
Unay Cambuma
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
A EXCLUSÃO ECONÔMICA, SOCIAL E POLÍTICA VERSUS GUERRA CIVIL EM MOÇAMBIQUE
COSSA, Lourenço
Há
dois anos falávamos, opinávamos e comentávamos acerca das injustiças cometidas
pelo sistema excludente governamental do Partido Frelimo. Falávamos que todo
tipo de exclusão desencadearia algum dia em violência e, no entanto surgiam
"pensadores" ripostavam que isso nunca iria acontecer, pois a Renamo
não teria quem o apoiasse. Com essa resposta era como assinatura ou rubrica da
indiferença para com o sofrimento advindo da exclusão social, política e
econômica dos outros, em particular dos moçambicanos da oposição. Era como se
disséssemos que por ser da Renamo ou Outro partido da oposição não merece as
oportunidades que o país oferece e que para que essa oportunidades os
abrangesse deveriam abdicar de pensar diferente das dogmas do partido
governamental, a FRELIMO.
As
consequências estão aqui a olhos vistos.
Qual
membro ou antigo combatente deste partido da oposição permitiria travar um
autocarro na autoestrada se este tivesse uma frota de autocarros de passageiros
ou de transporte de carga ou outro negócio?
Um
excluído não tem nada a perder.
Devemos
deixar de ser indiferente para com a exclusão de um moçambicanos, pois antes de
ser da Renamo, MDM, PDD ou outro partido político é um moçambicano.
A
guerra civil já é uma realidade. Um excluído tem uma força que parece
sobrenatural, dado que a vontade dele é sobreviver. Há necessidade de
acolhermos o diferente. A diferença é fruto de uma determinada construção,
ideologia e ela não deve prevalecer sobre os valores humanos.
Viva
a inclusão, harmonia, entendimento, compreensão, Paz, concórdia, coesão social.
16/01/2014
Assinar:
Postagens (Atom)



