COSSA, Lourenço
Correntemente
abordamos aqui acerca dos casos da intolerância política que se verifica na
sociedade moçambicana. Essa intolerância política se mostra com o agudizar da
exclusão política e social aos partidos da oposição, a seus militantes e a
indivíduos que pensam diferente dos padrões impostos pelas elites do partido no
poder, a Frelimo.
Referimos
frequentemente que todas as formas de exclusão desaguam na violência/guerra, na
instabilidade política e social entre os membros dessa mesma sociedade. Estas
práticas comportamentais sociais aumentam a pobreza.
As
formas dessa intolerância se mostram através da inviabilização, a não permissão
do desenvolvimento das atividades partidárias de outros partidos políticos, as
agressões físicas dos militantes dos partidos da oposição pelos indivíduos e membros
da Polícia da República de Moçambique instrumentalizados e filiado ao partido no
poder.
Recentemente,
a mesma polícia, obedecendo ordens do partido Frelimo agrediu os militantes
partidários e ex-membros da guerrilha da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo),
tendo os desalojado de suas sedes partidárias nas províncias de Manica
(Gondola), Nampula e Sofala (Muxungué). Em tais incursões, a Força de Intervenção
Rápida/Frelimo (FIR) prendeu e encarcerou aleatoriamente esses ex-guerrilheiros.
Usurpou de seus bens (bicicletas e outros haveres).
Inconformados
com tal situação humilhante que são submetidos que ciclicamente pelo partido no
poder através da polícia, esses membros e ex-guerrilheiros ripostaram. Atacaram
a base da FIR no Distrito de Muxungué. A reação-resposta desses membros do partido
de oposição, a Renamo saldou na morte de quatro (4) agentes da polícia, um (1)
ex-guerrilheiro e a libertação de seus membros.
Nos
últimos anos, Moçambique caminha a passos largos para a imposição do
monopartidarismo e a inviabilização da Democracia. O ator principal deste
retorno é a Frelimo, “Guia do Povo Moçambicano” e seu presidente.
Situações
da intolerância política e perseguições a partidários tidos da oposição ocorrem
por todo país. Existem províncias onde o exercício político da oposição e o
pensar diferente da elite no poder é uma aventura arriscada. Os militantes de
outros partidos são severamente humilhados, punidos, perdem seus bens, suas casas
são queimadas, perdem suas propriedades, são agredidos fisicamente, expulsos de
seus órgãos partidários na província, distrito e localidade.
Casos
caricatos que são o cúmulo da intolerância é a intimidação de proprietários de
casas ou estabelecimentos de hospedagens de modo a não hospedar lideranças dos
partidos da oposição nas zonas rurais, distritos e nas províncias.
Entretanto,
o discurso do partido governamental é a de que é pelo diálogo e paz. É esta
mensagem que difunde na imprensa, na opinião pública e a órgãos internacionais.
No entanto, no terreno pratica desmandos, violenta e divide os moçambicanos atropela
a Constituição da República de Moçambique a seu bel prazer.
Nas
províncias de Manica, Sofala, Tete, Nampula, Gaza, as sedes dos partidos políticos
são assaltados, vandalizados, suas bandeiras e símbolos arrancados pela polícia
em conluio com administrações locais, seus membros são perseguidos, espancados,
privados de exercício das atividades laborais em instituições do Estado, não
abrangidos pelas políticas de desenvolvimento local entre outros
males/humilhações.
Dia
18 de abril, mais uma vez somos surpreendidos com a notícia da intolerância e
nada animador para a construção da Democracia. O Secretário Geral da Renamo,
Manuel Bissopo e o Deputado Armindo Milaço foram detidos e espancados pela
polícia da FIR.
Com
esta notícia, a esperança da paz, diálogo foi a gota de água na areia –
desapareceu. A prepotência, arrogância do Presidente da República se mostra nua
e crua. Paira sentidos que aponta o querer se perpetuar no poder a custa do
sangue dos moçambicanos. Paira sentidos de querer transformar Moçambique
exemplo de Angola.
A
ganância pelo poder sobe as veias e quer amostrar a musculatura de guerra para
ficar inda mais no poder, pois com a segunda reação da Renamo pode decretar
Estado de Sítio e suspender se desejar as eleições Gerais.
Desde
já, os moçambicanos deverão saber que quem se opor às ideologias Outras estará
sujeito a humilhações, violência sem precedente. O machado está lançado. Pena
que somos nós moçambicanos, nossos filhos que serão raptados a guerrear contra
outros moçambicanos.
O
incitamento ao ódio, exclusão política e social não cessa no partido
governamental.
A
Democracia e a paz está em perigo em Moçambique.
Para
elucidar o nosso desapontamento perante a outras práticas que minam a
Democracia apresentamos cartas/provas dessa intolerância através da exposição
de carta do Partido MDM em que informa acerca de um evento aos órgãos
governativos municipais como mandam os preceitos e, em resposta as suas ações
são proibidas.


