Terça, 03 Julho 2012 00:00 André
Manhice
Os
Populares estão agastados das atrocidades cometidas contra eles pelos
militares, as forças armadas de Moçambique aquarteladas em um quartel militar próximo
as suas residências. As populações apontam que os elementos das forças armadas
de Moçambique aquartelados no quartel de Mahlampswene espanca-os violentamente (Todo espancamento é
violento) sem motivo, insulta-os e estupra as jovens residentes naquele Bairro.
No
jornal O País do dia 3 de julho, os populares contam que estas ações nefastas
aconteceram sempre e nunca foram responsabilizados por tais atos bárbaros. Na
última segunda feira, os militares saíram do seu quartel, espancaram nove (9)
residentes, estupraram duas (2) jovens, invadiram residências e furtaram
eletrodomésticos, celulares e dinheiro dos residentes ao redor do quartel.
Os
populares tentaram em vão manifestarem-se defronte do quartel sem retorno.
Perante
a esta notícia uma questão se coloca:
-
Perante a estes atos bárbaros ciclicamente cometidos qual é o posicionamento do
estado/governo moçambicano?
-
O que é que a justiça moçambicana faz para terminar com estes desmandos
nefastos destes elementos do estado moçambicano?
Usualmente,
as forças armadas de um determinado país representam a defesa territorial, a
ajuda da sociedade no combate aos fenômenos naturais, socorro e assistência no
sector da saúde. Práticas de salvamento e construção de infraestruturas sociais
acontecem e são merecidamente reconhecidas pela população moçambicana.
Contudo,
práticas de violência também constituem a memória dos moçambicanos desde o
tempo colonial. Antes da independência e pós-independência os moçambicanos
vivenciaram a violência praticada pelos colonos, forças governamentais em
Moçambique independente assim como do antes movimento de guerrilha, a Renamo.
Fim
da guerra civil em 1992, o país entrou no que se considerava a nova era, a
democracia multipartidária. As forças armadas foram estruturadas e transmitiram
a sensação da segurança nas populações. Estas forças armadas são vistas nos
últimos anos nos salvamentos como o que ocorreu neste ano com o corte da Estrada
Nacional Número (1) um, nos trabalhos da reposição da estrada da KaTembe
próximo a Hotel Galeria Marisol dentre outras.
Hoje
somos brindados com esta notícia nefasta de nada animador quanto à
credibilidade destes homens. A População de Mahlampswene manifesta que não os
quer mais naquelas mediações. De heróis que já eram vistos passam a incorporar
o papel de vilões.
É
oportuno que as instâncias governamentais responsabilizem os elementos das
forças armadas com conduta nefasta e bárbara contra a população moçambicana. O
povo de Moçambique está preocupado pela construção de um estado de direito e
não ditatorial, daí que ações cumulativas desta natureza já deviam ter
solucionado há bastante tempo. O governo moçambicano, o Ministério da Defesa e
em particular o Chefe do Estado Maior General Macaringue, um homem educado e
inteligente devem entender que é a credibilidade do estado moçambicano que está
em jogo, pois será chamado à responsabilidade pelos organismos dos direitos
humanos nacionais e estrangeiros e nada valerá refutar as acusações ou vitimar-se,
pois ao deixar que existam estes desmandos e agressões contra a população
mostram a impotência na governação do país.
Cossa, L.
Cossa, L.

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