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segunda-feira, 16 de abril de 2012

DIÁLOGO POLÍTICO ENTRE AS LIDERANÇAS POLÍTICAS DE MOÇAMBIQUE


Domingo dia quinze de abril de dois mil e doze, somos brindados com a notícia do encontro de concertação sócio-político do líder da oposição em Moçambique, o presidente da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO) e o presidente da República de Moçambique e da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Volvidos poucos meses em que o país apresentava sinais do despontar da instabilidade, quando forças policiais atacaram a sede do maior partido da oposição, saldando um morto nas fileiras policiais, a urgência deste encontro era aguardada pelos moçambicanos preocupados com a estabilidade social-econômica e política do país.
Importa lembrar que Moçambique esteve mergulhada na guerra civil durante 16 anos. Esta guerra que colocava frente a frente o governo da FRELIMO e a RENAMO dizimou milhares e milhares de vidas. A circulação de pessoas e bens estava interrompida, a destruição estava por toda parte. O governo culpava a guerrilha liderada pelo líder da oposição Afonso Dlakama de promover a guerra de desestabilização. A RENAMO culpava o partido governamental de ser comunista, que perseguir as liberdades dos moçambicanos, de eliminar todos moçambicanos que se opunham aos ideais comunistas.
Destarte, o que se viveu foram as atrocidades de ambos os lados. Felizmente a guerra civil terminou com acordo de paz em 1992 e já fazem dezanove (19) anos e seis (6) meses que os moçambicanos respiram a paz aparente. Significamos como paz aparente porque embora vivermos a democracia e passarem 19 anos e 6 meses, o partido no poder continua a perpetrar ações que colocam a instabilidade dos moçambicanos. Promove as perseguições políticas e sociais. Em todas as instituições públicas a FRELIMO introduziu suas células partidárias, promove uns em detrimento de outros. Demite e despromove moçambicanos pertencentes aos partidos da oposição, favorecendo moçambicanos filiados ao seu partido. Faz cobranças coercivas, ilegais dos funcionários do estado para apetrechar o partido no poder.
O dialogo é importante para qualquer sociedade. É necessário que as pessoas interajam constantemente, pois isso demonstra preocupação para com questões sócio-político e econômico. A interação destas individualidades promove a estabilidade, a busca de consensos para com questões que apoquentam as sociedades Moçambicanas. Não devemos ser ingênuos a ponto de pensarmos que em Moçambique, seus povos têm interesses homogêneos. O país, Moçambique é composto pela diversidade étnica com interesses particulares, de pessoas com diferentes visões e valores, afinal, não esqueçamos que Moçambique como é conhecido é fruto da divisão fronteiriça aleatória à constituição de seus povos. O colonialismo fez a sua divisão em cima da mesa, não tomando em consideração a constituição étnica, político e territorial dos povos nativos, mas sim segundo interesses competitivos junto com seus pares colonizadores. Grupos étnicos com culturas particulares que provavelmente eram rivais, inimigos foram incorporados num só território, num só quintal.
Após as independências dos países africanos, nenhum país considerou a geografia étnico-territorial de antes da colonização político-administrativa, situação que provavelmente, quase meio século depois continua promovendo as clivagens étnicas camufladas nas lutas democráticas. 
Em muitos países continuam a existir diferenciações de acesso aos recursos indispensáveis para o desenvolvimento integrado dos indivíduos, regiões, províncias e tribos. Este estar faz emergir sentimentos de exclusão e consequentemente conflitos.
Entretanto, o erro persiste e está consumado. Assim, resta-nos sabermos viver, respeitarmo-nos e darmo-nos vez, promovermos o desenvolvimento integrado e diversificado para que uns não se sintam excluídos. Promovermos o diálogo constante, a paz. Isso sim irá colocar a estabilidade e desenvolvimento no país Moçambique. Axifeni (parabéns) Presidente da oposição Afonso Dlakama e Presidente do governo de Moçambique Armando Guebuza.
Algo a ressaltar, o diálogo entre as lideranças do país deve ser constante e deve também estender-se a outros lideres da oposição.
Antes de terminar, é pertinente realçar a importância da não partidarização das instituições do Estado, como escolas, ministérios, empresas públicas. A não partidarização destes sectores pode promover a tolerância, a coesão social e político, algo importante na construção de um Moçambique próspero.

Um comentário:

  1. A paz e muito preciosa. E muito importente lembrarmos dos 16 anos de guerra para sabermos preserva-la a todo o custo.

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