Em uma entrevista concedida ao site Terra, no Brasil, o Prof. Dr.
Recardo Augusto Felício afirma dentro das pesquisas e leituras por ele efetuada
que o aquecimento global é "história para boi dormir", que o
protocolo de Kyoto "é uma grande besteira" e que Al Gore, o
ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América na era Clinton no seu
documentário "Uma Verdade nada Inconveniente", sobre os perigos da
elevação das temperaturas no planeta, não passa de um "Sem Vergonha".
O referido professor afirma que a Conferência sobre o Desenvolvimento
Sustentável que se realizará no próximo mês no Estado do Rio de
Janeiro, o Rio + 20 contará com lideranças pouco expressivas no cenário mundial
devido ao desinteresse por estas questões, principalmente dos países mais
industrializados, uma situação contraditória uma vez que estas teorias do fim
do mundo, da agressão da camada de ozônio, da subida das temperaturas e
dos apelos constantes aos países, principalmente os menos industrializados a
promover a sustentabilidade, problemas advindos de mudanças climáticas provem
exatamente do ocidente.
O professor Recardo pode falar a verdade. De facto a política do medo é
a mais apropriada e é usada para ampliar o capital nos mais abastados.
Governos, Nações recorrem a política do medo para promover apoio a
propósitos muita das vezes obscuros. A propaganda que proporcione deslocamento
na emoção das populações e povos tem sido a arma do negócio de muitos governos.
Com estas políticas interesses usualmente financeiras de grupos pequenos se
sobrepõem aos da maioria.
Povos são arrastados a aderirem guerras, a mudar de atitude de estar perante
o meio envolvente só e simplesmente para acomodarem desejos e interesses dos
grupos detentores do capital.
Contudo há que se observar para a produção dos alimentos, para se
diminuir ou erradicar a fome em Moçambique torna-se um imperativo a melhoria
das condições de produção nos agricultores, a partir da importação ou
implementação de tecnologias de produção de precisão, nisso uma agricultura
irrigada deve ser urgente. Precisamos produzir muito e com qualidade para
suprirmos os problemas da falta de comida. Uma coisa é verdade. Se um
agricultor fizer as queimadas para preparar a terra na sua machamba deixa o
solo descoberto e consequentemente a umidade evapora para a
atmosfera.
Se desmatarmos as encostas dos rios, dos nascentes a probabilidade de
escassez de agua torna real.
Estas práticas deixarão a plantação sem água e o resultado é a
seca, a morte das culturas.
Está claro que se evitarmos a aplicação dos produtos de controle de
pragas altamente tóxicos haverá menos riscos de contaminações. Há necessidade de
evitarmos o consumo de pesticidas presentes nas hortícolas a partir do
desenvolvimento de vias/alternativas de controle das pragas menos tóxicos e de
preferência orgânicos. Com isso não corremos o risco de intoxicação alimentar.
Quem não se lembra das “epidemias” diarreicas que assolaram os citadinos
de Maputo há anos atrás devido a ingestão de hortícolas com altos teores de
pesticidas?
Na altura constatou-se que muitas hortícolas eram furtadas nas
machambas no tsobjeni/zona agrícola das Mahotas na cidade de Maputo depois que
os produtores acabavam de aplicar estes produtos de controle de pragas.
Portanto, pode ser manipulação e inverdade esta questão das mudanças
climatéricas e de facto existe interesses capitalistas
por detrás desta história de aquecimento global como afirma o
professor da USP, Recardo Augusto Felício, doutor em Climatologia Felício,
mas isto não deve ou não deveria constituir álibi para promovermos os
desmatamentos em nossos países.
Deveríamos sim, promover a proteção das nascentes, dos rios com
plantio das arvores, deveríamos reflorestar os campos
desmatados, protegermos as florestas moçambicanas contra abates
indiscriminados e criminosos das arvores feitos em prol dos chineses no norte
do país.
A sociedade civil deveria se organizar melhor para ser protagonista na
proteção dos recursos de seu país, promovendo atitudes condenatórias e serem contundentes
contra a cumplicidade dos elementos governamentais que promovem estes
crimes ambientais e econômicos.

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