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quarta-feira, 16 de maio de 2012

MUDANÇAS CLIMATÉRICAS É CONVERSA PARA BOI DORMIR?


Em uma entrevista concedida ao site Terra, no Brasil, o Prof. Dr. Recardo Augusto Felício afirma dentro das pesquisas e leituras por ele efetuada que o aquecimento global é "história para boi dormir", que o protocolo de Kyoto "é uma grande besteira" e que Al Gore, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América na era Clinton no seu documentário "Uma Verdade nada Inconveniente", sobre os perigos da elevação das temperaturas no planeta, não passa de um "Sem Vergonha".
O referido professor afirma que a Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável que se realizará no próximo mês no Estado do Rio de Janeiro, o Rio + 20 contará com lideranças pouco expressivas no cenário mundial devido ao desinteresse por estas questões, principalmente dos países mais industrializados, uma situação contraditória uma vez que estas teorias do fim do mundo, da agressão da camada de ozônio, da subida das temperaturas e dos apelos constantes aos países, principalmente os menos industrializados a promover a sustentabilidade, problemas advindos de mudanças climáticas provem exatamente do ocidente.
O professor Recardo pode falar a verdade. De facto a política do medo é a mais apropriada e é usada para ampliar o capital nos mais abastados.
Governos, Nações recorrem a política do medo para promover apoio a propósitos muita das vezes obscuros. A propaganda que proporcione deslocamento na emoção das populações e povos tem sido a arma do negócio de muitos governos. Com estas políticas interesses usualmente financeiras de grupos pequenos se sobrepõem aos da maioria.
Povos são arrastados a aderirem guerras, a mudar de atitude de estar perante o meio envolvente só e simplesmente para acomodarem desejos e interesses dos grupos detentores do capital.
Contudo há que se observar para a produção dos alimentos, para se diminuir ou erradicar a fome em Moçambique torna-se um imperativo a melhoria das condições de produção nos agricultores, a partir da importação ou implementação de tecnologias de produção de precisão, nisso uma agricultura irrigada deve ser urgente. Precisamos produzir muito e com qualidade para suprirmos os problemas da falta de comida. Uma coisa é verdade. Se um agricultor fizer as queimadas para preparar a terra na sua machamba deixa o solo descoberto e consequentemente a umidade evapora para a atmosfera.
Se desmatarmos as encostas dos rios, dos nascentes a probabilidade de escassez de agua torna real.
Estas práticas deixarão a plantação sem água e o resultado é a seca, a morte das culturas.
Está claro que se evitarmos a aplicação dos produtos de controle de pragas altamente tóxicos haverá menos riscos de contaminações. Há necessidade de evitarmos o consumo de pesticidas presentes nas hortícolas a partir do desenvolvimento de vias/alternativas de controle das pragas menos tóxicos e de preferência orgânicos. Com isso não corremos o risco de intoxicação alimentar.
Quem não se lembra das “epidemias” diarreicas que assolaram os citadinos de Maputo há anos atrás devido a ingestão de hortícolas com altos teores de pesticidas?
Na altura constatou-se que muitas hortícolas eram furtadas nas machambas no tsobjeni/zona agrícola das Mahotas na cidade de Maputo depois que os produtores acabavam de aplicar estes produtos de controle de pragas. 
Portanto, pode ser manipulação e inverdade esta questão das mudanças climatéricas e de facto existe interesses capitalistas por detrás desta história de aquecimento global como afirma o professor da USP, Recardo Augusto Felício, doutor em Climatologia Felício, mas isto não deve ou não deveria constituir álibi para promovermos os desmatamentos em nossos países. 
Deveríamos sim, promover a proteção das nascentes, dos rios com plantio das arvores, deveríamos reflorestar os campos desmatados, protegermos as florestas moçambicanas contra abates indiscriminados e criminosos das arvores feitos em prol dos chineses no norte do país.
A sociedade civil deveria se organizar melhor para ser protagonista na proteção dos recursos de seu país, promovendo atitudes condenatórias e serem contundentes contra a cumplicidade dos elementos governamentais que promovem estes crimes ambientais e econômicos. 

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