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quarta-feira, 9 de maio de 2012

TENDÊNCIA JUVENIL SOBRE UM OLHAR NAS QUESTÕES SÓCIO-POLÍTICAS DE MOÇAMBIQUE


Os jovens moçambicanos estão a significar o contexto político moçambicano sem ressentimento. Isso é muito positivo. Depois das manifestações de 1 e 2 de setembro, aparatos de controle dos cidadãos e jovens foram instaurados e nisto jornais eletrônicos onde jovens expressam suas opiniões entraram na onda governamental de obrigar que os internautas ou os utilizadores mostrassem o rosto e suas identidades, como por exemplo, no facebook.
Projetava-se a partir daí o apagamento das opiniões, dizeres, críticas contrárias ao sistema pouco ético, à governação pouco transparente em Moçambique. Ao se registrar os números dos telefones, pensava-se, provavelmente que as pessoas seriam impedidas ou acuadas a dizerem o que pensam em público. Enganaram-se. Jovens estão cada vez mais a dizer, a apontar o que está errado no sistema de governação, o que não anda devidamente de acordo com as expectativas da sociedade moçambicana.
Perderam o medo de serem taxados de opositores e serem excluídos. Contrariam o pensamento que refere quem opina e critica algo deslocado na sociedade e na política como sendo da oposição. Alguns estão a mostrar que mesmo ainda, acreditar nos princípios antes abraçados pela FRELIMO e agora atropelados por interesses de um punhado de gente da mesma Frelimo, estes não recuam a dizer que a situação de vida dos moçambicanos não esta devidamente boa. Insistem em apontar que o país está sendo abocanhado.
Apontam que a corrupção está a ofuscar lutas e sangue derramado pelos que acreditavam em um Moçambique sem exclusão política e muito menos com a distribuição de renda desajustada e deslocada com a população. Os jovens negam que têm amnésia, que são preguiçosos, e apontam a corrupção, o descaso e roubalheira dos bens do Estado e de todos moçambicanos como a causa da pobreza e empobrecimento do seu país.
Não recuam em apontar a incoerência do discurso político com a prática e, a entrevista do Jornal Savana de 04/05/2012 com o Samora Machel Júnior, deputado pela bancada da Frelimo mostra este desassossego dos jovens.
O ato de dizer que isto ou aquilo está errado não outorga o sujeito a ser da Renamo ou do MDM. Todos jovens, fiados aos Partidos Frelimo, Renamo, MDM, Pimo ou não filiados a nenhum partido têm o dever e direito de quererem boas condições, que os que governam tenham a ética, que não sejam corruptos, que administrem com responsabilidade seus impostos, que não excluam nenhum moçambicano em razão da cor partidária, crença, religião.
Todas as políticas e políticos devem tomar nota das reivindicações dos jovens, pois eles não estão para entretenimento discursivo oco. Avante jovens moçambicanos de todas as crenças.

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