É justo que dirigentes proferem discursos
que estimule a sociedade a se empenhar na construção do país. Está de parabéns
sr. Primeiro Ministro. Continue com esta tarefa.
Só para enriquecer este discurso, se me permite,
gostaria de enunciar que não basta a formação superior de indivíduo. Bom!
Dizendo bem, não basta formar só por formar. Toda formação tem uma certa
finalidade, propósito. Contudo, em muitos casos podemos instituir instituições
de ensino superior, gastarmos tempo e dinheiro e ao fim ao acabo termos como
resultado a formação que não consiga atingir os objectivos que cogitamos.
Isso pode advir da implementação de Curricula
equivocado, currícula que não projecta a criatividade, a imaginação, a
inventividade.
Falando concretamente do ensino em Moçambique, é
notório um ensno enciclopédico, um sistema educativo virado na aquisição das respostas em
detrimento da visão crítica, do questionamento. Sabe-se que ensino desta
natureza conduz os sujeitos à decorar, a cabular, a plagiar.
Sabe-se que em certos casos, se não muito, os
currícula de determinadas instituições do ensino superior são copiados em
modelos de outros quadrantes do globo sem que se estabeleça diálogo com a nossa
realidade, com nossos propósitos. Implementamos currícula sem observarmos que
um currículo trás consigo elementos idiossincrásicas de um determinado povo,
modelo de vida. O resultado disto é descalabro, a não qualidade dos formados.
Por outro lado, a não existência de uma política de
formação em serviço, previamente traçada pelo Estado Moçambicano, certamente
empurra estes estrangeiros a recorrerem na mão de obra de outros países.
O que nós, aliás o estado pretende quando aceita empresas multinacionais a
explorarem recursos de nosso país? Qual é o propósito destas conceições
a empresas estrangeiras? É para o desenvolvimento de Moçambique? Que
Moçambique? Nos cidadãos de Moçambique? Na implantação das infraestruturas? Na melhoria
das condições de vida destes? E que o estado entende como melhorias de
condições de vida das populações? Será que o tal entendimento entra em
consonância com o das populações e das sociedades moçambicanas?

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