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terça-feira, 20 de março de 2012

Formação Superior de Qualidade: que formação é essa?


É justo que dirigentes proferem discursos que estimule a sociedade a se empenhar na construção do país. Está de parabéns sr. Primeiro Ministro. Continue com esta tarefa.
Só para enriquecer este discurso, se me permite, gostaria de enunciar que não basta a formação superior de indivíduo. Bom! Dizendo bem, não basta formar só por formar. Toda formação tem uma certa finalidade, propósito. Contudo, em muitos casos podemos instituir instituições de ensino superior, gastarmos tempo e dinheiro e ao fim ao acabo termos como resultado a formação que não consiga atingir os objectivos que cogitamos. 
Isso pode advir da implementação de Curricula equivocado, currícula que não projecta a criatividade, a imaginação, a inventividade. 
Falando concretamente do ensino em Moçambique, é notório um ensno enciclopédico, um sistema educativo virado na aquisição das respostas em detrimento da visão crítica, do questionamento. Sabe-se que ensino desta natureza conduz os sujeitos à decorar, a cabular, a plagiar.
Sabe-se que em certos casos, se não muito, os currícula de determinadas instituições do ensino superior são copiados em modelos de outros quadrantes do globo sem que se estabeleça diálogo com a nossa realidade, com nossos propósitos. Implementamos currícula sem observarmos que um currículo trás consigo elementos idiossincrásicas de um determinado povo, modelo de vida. O resultado disto é descalabro, a não qualidade dos formados.
Por outro lado, a não existência de uma política de formação em serviço, previamente traçada pelo Estado Moçambicano, certamente empurra estes estrangeiros a recorrerem na mão de obra de outros países. 
O que nós, aliás o estado pretende  quando aceita empresas multinacionais a explorarem recursos de nosso país? Qual é o propósito destas conceições a empresas estrangeiras? É para o desenvolvimento de Moçambique? Que Moçambique? Nos cidadãos de Moçambique? Na implantação das infraestruturas? Na melhoria das condições de vida destes? E que o estado entende como melhorias de condições de vida das populações? Será que o tal entendimento entra em consonância com o das populações e das sociedades moçambicanas?

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