De facto os povos africanos sofrem muito. As
políticas trilhadas pelos dirigentes africanos, aliado ao medo pelo ocidente
que a todo custo perpetua a colonização, a alienação, deixando seus povos a
viverem na penúria. Se em outros cantos, a riqueza de um país em recursos
naturais é indicativa do bem estar de seus povos, no continente africano,
significa guerras, sofrimento, exclusão, perseguições políticas e ditaduras. Os
dirigentes querem se garantir no poder, mancomunando no roubo dos recursos em
favor da Europa e dos EUA. Assim, seu poder permanece intocável. Apenas é posta
em causa se o "patrão europeu se sentir inseguro. Dirigentes que teimam em
desafiar interesses ocidentais acabam por morrerem em nome da
"democracia" e liberdades individuais. Assim foi a vida e um Estado
prospero da Líbia e seu líder Kaddafi. Dirigentes que cumprem interesses
ocidentais são bons rapazes, apesar de seu povo viver na penúria. Assim vai o governo de
Zedú (nome escovinha) Angola, José Eduardo dos Santos em Angola, Obiang da Quinné Equatoria, Nigéria, Sudão, Sudão do Sul, etc. etc. Povos destes governos sofrem com as perseguições políticas, a falta de liberdades individuais, a falta de distribuição de renda equitativa apesar se seus países possuirem requezas incalculáveis de grande valor comercial mundialmente. A riqueza deste países beneficia exclusivamente as multinacionais e os países de origem. Para de ter uma ideia, em Moçambique, país que recentemente está a entrar na rota dos recursos naturais valiosos como o gás naturais, carvão mineral (explorado pelas empresas australianas, Chinesas, indianas, brasileira-Vale), a instalação de fábricas de alumínio para o fornecimento da Boeing, o maior contribuinte para o orçamento do estado, aquele orçamento para mover a máquina governamental e o Estado é o sector das actividades comerciais informais. O camelôs/dumba negue, os mukeristas/sacoleiros contribuem com 70% do orçamento do Estado e os mega-projectos, as multinacionais ocidentais e asiáticos com apenas 4%. O Resto do dinheiro vem de donativos ou clube de paris.
Não irei atribuir juizo de valores neste cenário. Deixarei esta tarefa para o leitor. Será que este cenário é legítimo?

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