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segunda-feira, 19 de março de 2012

Quando o “povo” manifesta filiação ao discurso belicista


O trabalho ideológico foi bem elaborado. Pessoas reclamando de tudo e consciente da desordem, mas que perante a um sujeito da oposição que nunca lhes mostrou suas capacidades se põem a denegri-lo. Sofredores a zombarem de um sujeito que reclama da zombação do zombador que agudiza o descaso, corrupção, falta de transporte e tudo. Que ironia. O indivíduo grita pelo salvamento, mas os que com ele compartilham o sofrimento, carência falam mal dele e o manda calar a boca. Provavelmente os sofredores pensam que o sujeito abastado de seus impostos, aquele que está na mesa farta a comer caviar irá se lembrar de lançar migalhas. Eles adoram ficar na esperança. Adoram apertar o cinto, esperando o futuro incessantemente anunciada, mas que tarda e teima em chegar.
Pena que palavras descabidas sem reflexão saem de sujeitos zombados que se apresentam como intelectuais (bem! é o que se mostra).
Os dizeres espelham a identidade de um indivíduo e, em certos casos podem o despir ou des–credibilizá-lo. A ku mbunya! Por favor! Vamos honrar a nossa moçambicanidade ou sigla. Ao enunciar, por exemplo, que:
 - E que informações são essa de querer se matar o Djaka se ele já é um homem morto e não faz mal a ninguém...
- Que venha o hospicio para os loucos..... Dhlakabunda
- Ilidio...Dhlakama se morrer nao teremos rádio de piadas. Mostram a ignorância para com algo sério que está a acontecer em Moçambique. Aponta para o abismo, que cidadãos com ideias próprias estão condenados. Mostra um povo que a cada dia está alienado e ideologizado pelo discurso inflamatório e belicista. Indica o perigo.
No princípio do mês de março assistiu-se a invasão de uma sede da oposição em Nampula pelas forças governamentais, acto que ocorreu sem necessidade de ser, simplesmente para cumprir agendas partidárias minando a paz. Nas eleições intercalares do ano passado, a polícia chegou a ocupar a sede do MDM, partido da oposição, inçando a bandeira do partido no poder, para além de espancar populares.
Somando a estas palavras fica a sensação da insegurança contínua e não se visualiza direito se os dizeres proferidos acerca do líder da oposição podem ser resumidos dentro da ingenuidade, ironia, ignorância ou a certeza de ser! Será que se tem ideia em torno da real situação política em que se está atravessar Moçambique?
Será que a exclusão política, as fraudes antecipadamente orquestradas nos pleitos eleitorais, as atrocidades que elementos de ordem e segurança perpectuam nas populações e em colectividades disfóricos para com o partido no poder, visando esmagar, matar a liberdade de expressão em Moçambique não diz nada em relação a juízo de valores comuns? 
Ao ver os comentários acerca das notícias do jornal opais deste dia 19/03/2012 http://www.opais.co.mz/index.php/politica/63-politica/19481-renamo-acusa-frelimo-de-preparar-forma-de-assassinar-dhlakama.html deparo-me com discursos belicistas, maliciosos que nada contribuem para a paz no país. Deveria se evitar deboches e exporem-se pensamentos construtivos.

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