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domingo, 18 de março de 2012

O Imperativo da formação qualitativa de policiais

Mais de 150 agentes policiais licenciados graduados pela Acipol

SEXTA, 16 MARÇO 2012 00:00 REDACÇÃO

Nesta semana foram graduados novos oficiais da polícia da República de Moçambique. São necessários, de facto, polícias bem formados, com valores, incentivos e motivados na República de Moçambique. Não basta formar homens só por formar. A este ponto, não se restringe apenas na formação policial, mas em todos sectores educativos. É necessário formar indivíduos com carácter e com valores assentes de justiça, nas leis e no cumprimento da constituição do país. Pessoas com conhecimentos do direito e direitos humanos.

É preciso, para a construção de um país coeso e com equilíbrio social, que acabe se com situações que viola os direitos humanos nas esquadras do país e cenas incongruentes como, por exemplo, de um cidadão que recorre a esquadra com intuito de ver seu problema, contencioso resolvido, mas por sua vez, em detrimento de orienta-lo ao bom senso de justiça constitucionalmente traçada é a mesma polícia que entregam a intimação para o mesmo lesado entregar a seu agressor na sua casa. O agressor vira oficial de justiça, que ironia! Coisas de gênero acontecem em Moçambique. O sujeito já foi humilhado, agredido, levou pancada e foi queixar na polícia, mas os que deviam velar pela sua segurança, o dão intimação para entrega-lo no seu agressor, ou seja, ser humilhado outra vez! Que as estruturas competentes do Estado coloque nas esquadras um oficial da justiça com poderes de fazer cumprir a lei.

Tentem acabar com situações que se verificam na vida urbana. Um polícia não tem vergonha em chamar um cidadão branco ou de origem árabe por patrão!

O patrão da polícia é o povo e o Estado moçambicano. Evitem ou acabem com os subornos, a corrupção presente na vossa corporação, pois desqualifica o vosso trabalho perante o cidadão, além de vos descredibilizar junto à sociedade.

Outra coisa! Como sujeitos formados e conhecedores das leis, tentem acabar com sectores policiais que resolvem problemas nas esquadras, recorrendo ao senso comum, ao senso cultural em detrimento das leis previamente traçadas para orientar a sociedade.

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