Moçambique abra olho -
Governante abra olho
Rio + 20: Conferência
sobre o meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Este evento que é
quase global e promovido pelas nações unidas tratará de debater temas ligados
ao desenvolvimento sustentável e meio ambiente nos países signatários. Sabe-se
que este tipo de evento não reúne consensos, entretanto é porta que proporciona
debater assuntos referentes ao desenvolvimento dos países e nações sem a
agressão ao meio ambiente a partir da adoção de atitudes, comportamentos,
tecnologias que respeitem o meio e energias renováveis.
No permeio deste
momento eufórico e disfórico entre os defensores ferrenhos do meio ambiente,
material e∕ou
simbólico e os que advogam o capital, dinheiro acima de tudo e que advogam que
o meio ambiente não constitui nenhum empecilho para o desenvolvimento, há que
se dar destaque aos debates paralelos presentes neste evento, afinal falar do
meio ambiente não abrange apenas a terra, as plantas∕arvores ou a atmosfera, mas também os
meios simbólicos como a integridade física, espiritual dos povos, das culturas
que se encontram ou sentem ameaçadas com o advento do desenvolvimento e
produção do capital pelas empresas multinacionais sem o respeito pelos direitos
elementares das pessoas.
É no meio desta
situação que na quinta feira dia 14 de junho, o CSP – Conlutas - Central Sindical
e Popular do Brasil coloca em circulação a seguinte notícia:
- Moçambicano convidado
para atividade dos Atingidos pela Vale, na Cúpula dos Povos, teve sua entrada no
Brasil negada.
Lê-se na integra:
14∕06∕2012
“Acabamos de receber a
denúncia de que o moçambicano e membro da justiça Ambiental Vunjanhe teve sua
entrada no Brasil negada. Nesta quarta-feira (13), no aeroporto de São Paulo.
Companheiro teve no passaporte o carimbo de “proibido a entrada”, apesar de seu
visto não apresentar nenhuma irregularidade. O ativista é jornalista e vinha de
Maputo – capital de Moçambique – com a delegação dos Amigos da Terra, para
participar da atividade dos Atingidos pela Vale, na Cúpula dos Povos, evento
que começa de 15 a 23 de junho. A notícia é bastante grave, preocupante e
revoltante. Esse fato lamentável é digno dos tempos da ditadura e de um estado
de exceção”. Depois de ver seu passaporte confiscado pela Polícia Federal, este
foi imediatamente introduzido na sala do embarque e horas antes do voo de volta
foi lhe devolvido e carimbado com selo de Impedido da SINPI (Sistema Nacional
dos Impedidos e Procurados) do Departamento da Polícia Federal.
Contextualizando, a
Vale ou a Vale do Rio Doce, cujo de doce nada tem, é uma empresa extrativista,
multinacional brasileira com participações de diversos capitais brasileiras e
de outras nações. Esta empresa está já presente em alguns países a desenvolver
atividades econômicas extrativa de carvão, minério de ferro entre outros.
Nos últimos tempos,
precisamente no começo da década de 2000 iniciou a exploração de carvão mineral
na província de Tete - Moçambique e goza de incentivos fiscais concedidos pelo
governo moçambicano.
A sua estada em
Moçambique já desponta preocupação da sociedade civil e de alguns agentes
governamentais preocupados pelo desenvolvimento de Moçambique e não de suas
barrigas, ou seja, o mesmo problema que semeou no Brasil no estado de Minas Gerais
vale de Jequitinhonha, continua suplantando e perpetuando em Moçambique e em
outros países africanos. Desloca as populações de suas terras de origem sem os emolumentos
devidos, constrói cabaninhas tipo cubículo para uma população habituada em morar∕viver nas suas terras dentro da
liberdade e em zonas com solos férteis para não aráveis, criando, assim, o
descontentamento generalizado nas populações. Para a concretização destes
desvios e práticas pouco éticas amplia seu domínio nas instâncias governamentais
corrompendo agentes do estado corruptos.
Estas atitudes visam
essencialmente à colonização, o empobrecimento, a humilhação dos moçambicanos.
O agravante destas ações
contra o desenvolvimento sustentável, imperialistas e colonizadoras mostra que o
Brasil, o estado e governo brasileiro são coniventes com os atos maléficos da
Vale – Moçambique e que de Moçambique não tem nada a não ser a destruição do meio
ambiente tanto material como simbólico dos moçambicanos e de Moçambique. Nas
relações bilaterais entre o Brasil e Moçambique devem todos ganhar e não apenas
o Brasil.
Com a postura do banimento
da entrada no Brasil do Jeremias Vunjanhe pela Polícia Federal do Brasil, a
empresa extrativa Vale demostra que seus tentáculos são alargados e aponta sua
influência na estrutura do estado e governamental brasileira, fato que
exatamente se evidencia com o tratamento ditatorial, criminoso despido dos
direitos fundamentais humanos do ativista e jornalista moçambicano de não
entrar no Brasil para participar das atividades dos Atingidos pela Vale, na
Cúpula dos Povos, evento ligado ao Rio + 20.
O que na verdade teme
o governo brasileiro ao impedir a participação deste cidadão da CPLP?
Demostra que os
interesses do Estado e empresa Vale ultrapassa as leis e os direitos humanos e
perante a esta atitude qual é o pronunciamento do governo moçambicano?
Cossa, Lourenço

Mocambicano e um personagem que, infelzmente tem vivido estes atropelos deplomaticos com muita regularidade. Vou dar exemplo de dois casos:
ResponderExcluirI- O Mocambicano que era contabilista da USAID, que foi oferecido uma bolsa de estudos para USA e quando desembarcou foi imediatamente preso e levado a cadeia para ser julgado nas terras do tio Sam por desvio de fundos da instituicao, embora tenha sido contratado em mocambique e nunca ter sido acusado no pais.
II- Dois jornalista um deles a Joana, curiosamente, foi minha colega de faculdade, viram seus passaportes confiscados e borrados em Luanda, quando iam a uma conferencia em que a questao dos direitos humanos seria o epicentro.
Agora temos essa do Rio+19, ja que excluiram um no aeroporto. O mais curioso e que a nossa deplomacia nao se mexe nestes casos, nao sei se e por medo de represalias dos donos do TACO.